ESG e a importância das organizações atuarem em prol da sociedade

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Por Lucas Santos

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ESG é uma sigla que, definitivamente, já faz parte do mundo corporativo e do dia a dia dos(as) profissionais. Presente em todos os segmentos do mercado corporativo, o pilar colocou-se de vez como uma prioridade na agenda das organizações.

O movimento direcionado à sustentabilidade que a sociedade vive atualmente é um dos grandes motivos para que as empresas falem mais sobre práticas sustentáveis. Mas não é só isso.

Neste blogpost, falaremos sobre o conceito e como as empresas podem atuar em prol da sociedade, apresentaremos dados e o que a Foursys tem feito dentro de seu pilar de ESG.

Boa leitura!

 

Negócios voltados à sustentabilidade 

ESG, sigla de Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, na tradução livre para o português), é um conjunto de práticas ambientais, sociais e de governança utilizado para guiar investimentos e escolhas de consumo voltados à sustentabilidade.

No mundo corporativo, isso significa para as organizações mirarem seus esforços também em critérios sustentáveis – e não apenas em seus lucros ou em suas relações com investidores. A adoção dessa prática, inclusive, representa uma revolução nesse campo.

O conceito de ESG pode ser compreendido olhando para dentro e para fora de uma organização. Internamente quando todas as áreas e profissionais de uma empresa estão alinhados com a prática ao pautar suas decisões diárias, e para fora quando usado como métrica para avaliação do desempenho dentro dos três pilares do conjunto.

Falando em pilares, abaixo apresentamos os temas cobertos pelas três letras mágicas que se popularizaram:

Environmental (Ambiental): esse pilar engloba tudo o que diz respeito à conservação e à redução dos impactos no meio ambiente, como por exemplo:

        • As questões de desmatamento e gestão de resíduos;

        • O uso da energia

        • A poluição do ar e da água

        • O aquecimento global e o alto índice de emissão de carbono

        • A biodiversidade.

Social (Social): essa área da matriz envolve todas as pessoas envolvidas, como profissionais, investidores, parceiros, clientes, terceiro setor e comunidades do entorno de uma empresa. Fazem parte desse campo:

        • A diversidade e equidade de gênero

        • Os direitos humanos e trabalhistas

        • O relacionamento com o entorno da organização

        • A proteção de dados e privacidade

        • A segurança de todas as pessoas envolvidas.

Governance (Governança): esse pilar diz respeito à governança corporativa e administrativa da organização. Nele, são tratadas questões relacionadas à transparência e gestão interna e externa, como por exemplo:

        • Ética e compliance

        • Conduta corporativa

        • Relação com entidades governamentais

Para que uma empresa se oriente nos critérios de ESG, ela deve, principalmente, entender como esse conjunto de práticas afetam ou são afetados pelo seu negócio.

 

Dados sobre o ESG no Brasil 

O termo ESG está em franca ascensão em nosso país. Nos últimos dois anos, por exemplo, a busca pela palavra cresceu 1.200%, segundo dados da Exame (2022). Outro número importante: de acordo com a Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), 95% das empresas brasileiras possuem o pilar como prioridade em seus negócios.

Por fim, comprovando que o investimento sustentável já faz parte do vocabulário corporativo, em 2022, segundo o IMB/IBV (IBM Institute for Business Value), 1 em cada 2 CEOs colocava o ESG como prioridade máxima em sua agenda.

 

Segundo estudo do Bloomberg Intelligence, os fundos de investimentos focados em critérios de ESG ultrapassarão a marca de US$ 50 trilhões até 2025.

 

Três fatores podem explicar o aumento de interesse pelo tema. São eles:

        • A urgência climática cada vez mais presente no cotidiano da sociedade e fortemente abordada no dia a dia, despertando muita preocupação sobre o seu crescimento e combate; 

        • A valorização do investimento em práticas ESG; 

        • A entrada da Geração Z, de perfil mais centrada em assuntos sociais e ambientais, no mercado de trabalho e de consumo.

Para se ter uma ideia, pesquisa a Fanbytes (2022) apontou que 69% de pessoas pertencentes à Geração Z (nascidas entre 1995 e 2010) considera que as marcas devem tornar suas políticas sociais conhecidas. Outro estudo, desta vez da Consumoteca (2023), revelou que o que mais agrega valor à marca é o combo Produto + Relacionamento + Sustentabilidade.

 

Os benefícios de investir em práticas de ESG

Muitos são os benefícios para as organizações quando as mesmas investem em ESG. Quando falamos em governança corporativa, é possível potencializar os negócios quando se tem uma gestão que identifica e mitiga riscos.

A geração de valor na cadeia produtiva sustentável também é um dos benefícios, já que posiciona o compromisso da empresa com o presente e o futuro, garantindo as boas práticas sustentáveis ao longa de toda a cadeia de stakeholders, principalmente na relação cliente-fornecedor.

Por fim, investir em ESG fortalece ainda mais a marca em questão, seja com as pessoas que trabalham ou com as que, direta ou indiretamente, são impactadas pela organização, já que as mesmas buscam cada vez mais alinhar seus propósitos e valores com os da empresa.

Hoje, muitas empresas de grande porte no Brasil possuem compromissos sustentáveis com base em ESG. Entre elas, os bancos Bradesco e Santander, a Raízen, a Braskem, a Natura e a rede varejista Lojas Renner.

 

A Foursys alinhada às práticas sustentáveis

A Foursys acredita que a prosperidade dos negócios tem que estar alinhada às práticas sustentáveis. Por isso, como uma empresa de tecnologia, sempre tivemos ligados aos pilares de Social e Governance.

Sob a liderança da executiva Stephania Guimarães, responsável pelas frentes de sustentabilidade da organização, algumas ações já estão em andamento em nosso dia a dia. “A empresa cresceu muito rápido nos últimos anos e agora está iniciando uma jornada formal de sustentabilidade, organizando diversas iniciativas que já existiam ao longo de toda a empresa”, explica Stephania.

Por exemplo, a certificação ISO 14.001, de gestão ambiental, já está sendo trabalhada pela área de Processos & Qualidade da Foursys. Além disso, estamos caminhando para um assessment de maturidade em ESG e ao relatório de sustentabilidade formal.

No pilar de Social, a Four criou, há um ano, a área de Pessoas & Cultura. Mantemos também sólida parceria com o Instituto Educ 360º, investindo em impacto social e capacitação de jovens talentos de comunidades e ocupações na região metropolitana de São Paulo para ingresso no mercado da tecnologia da informação.

Outra iniciativa de impacto já saindo do forno é o projeto social FourLives, que pretende abordar a defasagem da educação provocada pela pandemia do covid-19 nas crianças em idade escolar residentes em áreas de vulnerabilidade.

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