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Por Júlia Teruel
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Segundo a consultoria americana Gartner, o valor pessoal e o propósito no trabalho dos(as) profissionais têm desafiado cada dia mais as empresas pensando no futuro das relações entre ambos.
Mas que tal entendermos melhor sobre o assunto?
Neste artigo, falaremos sobre esses valores, a mudança de pensamento dos(as) colaboradores(as) e para onde as organizações podem direcionar o seu olhar na busca da liberdade x produtividade das pessoas.
Vamos lá?
Novo senso de autoconsciência e valores
Hoje em dia, principalmente após a pandemia da covid-19, época em que as pessoas criaram um novo senso de autoconsciência e valor, grande parte dos(as) trabalhadores(as) começaram a se questionar se realmente vale a pena permanecer nos seus empregos atuais ou seguir outros caminhos.
Durante o período mais crítico da pandemia, houve bastante tempo para que as pessoas pensassem no que são capazes de fazer, no que de fato merecem, no que as satisfaz, se existe reciprocidade no ambiente de trabalho e nos objetivos das empresas.
A Gartner também aponta que, enquanto 82% dos colaboradores(as) dizem que é importante para sua organização vê-los(as) também como pessoa e não apenas como funcionário(a), apenas 45% deles(as) acreditam que sua organização realmente os/as vê dessa maneira, de acordo com os números de mercado internacionais.
Essa mudança de pensamento está acontecendo porque a pandemia da covid-19 e a inconstância na economia e política forçaram muitos(as) a examinarem suas escolhas e de que modo gastam seu tempo e energia.
O “Acordo Humano”
A Gartner chama esse movimento de “Acordo Humano” e ele é composto por 5 componentes. São eles:
• Conexões mais profundas: significa sentir-se compreendido por meio das conexões familiares e comunitárias, e não somente pelas relações de trabalho;
• Flexibilidade radical: significa sentir-se autônomo em todos os aspectos do trabalho;
• Crescimento pessoal: significa sentir-se valorizado pelo seu crescimento como pessoa e não somente como profissional;
• Bem-estar holístico: significa sentir-se coberto(a) por todos os benefícios de bem-estar;
• Propósito compartilhado: significa sentir-se investido dentro da organização.
A pesquisa da consultoria americana ainda mostra que uma abordagem centrada no ser humano, que proporcione às pessoas mais controle sobre o trabalho e o ambiente corporativo, as torna mais produtivas. E sugere direcionar o olhar para:
• A evolução dos compromissos estratégicos e das lideranças;
• O comprometimento estratégico com as pessoas;
• O desenvolvimento da cultura;
• A aplicação cuidadosa de novas tecnologias.
Isso tudo significa que os/as profissionais estão cada vez mais sensíveis às frentes que envolvem o seu trabalho, principalmente na relação com a marca empregadora e em busca de propósito.
Durante o tempo que estiveram em casa e, consequentemente, mais próximos de suas famílias, o pensamento dos(as) profissionais evoluiu e planos mudaram. Muitas empresas já estão prontas para essa nova etapa e outras estão caminhando nessa direção.
O fato é que o futuro do trabalho foi impactado com destino a um novo status quo ainda em evolução, e cada uma das sociedades e países foi afetada de modos diferentes, gerando modelos diferentes que ainda não podem ser previstos, mas ainda assim devem ser observados.
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♦ Esse artigo foi escrito com a colaboração da #FourTalent Stephania Guimarães, CMO e executiva de ESG da Foursys ♦
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