As cinco principais tendências de ESG para este ano

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Por Lucas Santos

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Nos últimos 12 meses, segundo dados do Google Trends, o interesse pelo termo “ESG” (sigla para Environmental, Social and Governance) no Brasil diminuiu 50% desde maio de 2023, quando apresentou uma alta nas buscas. 

Os números nos levam ao seguinte questionamento: vivendo uma das piores crises climáticas da história, a sociedade, as empresas e a mídia realmente pararam de falar sobre sustentabilidade?

Segundo o diretor do Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral, Heiko Spitzeck, em artigo para a Época Negócios (leia o material completo clicando aqui), apesar do fim da “onda ESG” na mídia, a agenda avançará em 2024 dentro de 5 principais tendências.

Confira abaixo quais são essas tendências e boa leitura!

 

#1 - Gestão em ESG mais pragmática

Spitzeck acredita que, em 2024, o ESG será “mais sério e deverá custar mais caro às empresas”. Isso porque, de acordo com a CVM (sigla para Comissão de Valores Mobiliários), a partir de 2026 será obrigatório para organizações de capital aberto publicar um relatório sobre riscos das práticas sustentáveis. 

Para empresas multinacionais, haverá outras tendências legislativas como a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa e a Diretiva de Due Diligence de Sustentabilidade Corporativa da União Europeia. 

Por fim, chegarão novos padrões e diretrizes da ISSB (sigla para International Sustainability Standards Board), fazendo com que as interpretações atuais sobre o que significa o ESG deixem de existir.

 

#2 – O tópico “Clima”

O pragmatismo na gestão de ESG e a COP30 (sigla para Conferências das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) 2025, que acontecerá em Belém (PA), reforçará ainda mais a agenda das questões envolvendo as mudanças climáticas no Brasil e no mundo. Isso porque, segundo Spitzeck, as empresas irão aprofundar a gestão de emissões de carbono e as discussões para adaptação do gerenciamento de riscos financeiros, mercadológicos e operacionais.

Consequentemente, temas relacionados às mudanças climáticas como desmatamento, biodiversidade e desenvolvimento local, deverão ganhar mais relevância.

 

#3 – IA e inovação 

Dois temas muito familiares no universo da tecnologia, a inteligência artificial (IA) e a inovação serão parceiras da agenda ESG 2024 em três frentes. São elas: 

        • Cibersegurança no mapeamento de riscos sociais e na proteção dos dados de clientes e stakeholders

        • IA no mapeamento de riscos ESG por atores financeiros, sobretudo avaliando riscos em empresas que ainda não publicaram seus relatórios de sustentabilidade; 

        • IA alavancando a inovação e impactando positivamente a automatização de processos, consequentemente, reduzindo resíduos e emissões.

 

#4 - Agronegócio, petróleo e gás mais afetados

Segundo Spitzeck, os setores do agronegócio, petróleo e gás serão os mais afetados pela agenda de ESG em 2024. 

O agronegócio por conta do impacto no desmatamento e nas mudanças climáticas - temas da COP30, conforme citado acima – e pelas mudanças de mindset que acontecem no setor. Já petróleo e gás pelo reconhecimento de que a sociedade deseja um futuro sem energia fóssil. 

Nesse campo, especificamente, o especialista acredita em muitos conflitos agudos, influência política e estratégias, fatores com os quais as empresas do setor em questão irão defender suas receitas e modelos de negócio.

 

 #5 – Maior abrangência de governança 

A última tendência citada por Spitzeck trata do “G” da sigla ESG: a maior abrangência da governança das empresas em suas cadeias de valor e em auditorias.  

São dois os fatos que obrigarão as organizações a olhar mais profundamente as suas cadeias de valor:  

        • As Emissões de Escopo 3, que acontecem fora da operação da empresa, como emissões causadas pelo transporte ou descarte de produtos;  

        • A vigência, desde janeiro de 2023, do German Supply Chain Act, que fiscaliza os direitos humanos e emissões na cadeia de valor das organizações. 

A União Europeia estuda implantar uma lei semelhante, que já passou por uma aprovação importante em dezembro do ano passado. Com mais uma legislação sendo implementada, a importância da auditoria em ESG aumentará. 

A Foursys está trilhando o seu caminho para um futuro mais sustentável. A sustentabilidade é um compromisso constante! 

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♦ Esse artigo foi escrito com a colaboração da #FourTalent Stephania Guimarães, CMO e executiva de ESG da Foursys ♦

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